Nova classificação do diabetes: conheça as diferenças

O diabetes, como é de conhecimento, é classificada tradicionalmente em dois tipos: tipo 1, que normalmente surge na infância e cujos portadores são necessariamente insulino-dependentes, ou seja, precisam de doses diárias de insulina e o tipo 2, que surge normalmente na vida adulta, muitas vezes decorrentes dos maus hábitos, sobretudo alimentares, que a pessoa pratica na vida. Mas há agora uma nova classificação do diabetes mellitus.

nova classificação do diabetes estetoscópio

Nesse artigo, explicaremos um pouco sobre a doença diabetes, o que é e como ela age, de modo geral. Posteriormente, enunciaremos qual é a nova classificação do diabetes e explicaremos detalhadamente. Leia esse artigo com atenção para se cuidar!

No que consiste o diabetes?

A doença conhecida como diabetes tem seu nome “oficial” de diabetes mellitus. Ela corresponde na verdade há um conjunto de distúrbios metabólicos crônicos, ou seja, não possuem cura, apenas tratamentos. Todos esses distúrbios tem um ponto de convergência, um ponto em comum: a hiperglicemia, ou seja, o excesso de açúcar no sangue.

O diagnóstico desse mal é relativamente simples. Basta uma única amostragem de sangue para descobrir se alguém é diabético ou não.

As causas do diabetes são várias. Há uma série variada de causas, sejam elas de origem genética ou então adquirida. No caso do diabetes tipo 2, os fatores são os mais diferentes possíveis. Entendê-los pode ajudar a identificar os grupos de risco e assim selecionar um tratamento personalizado e mais adequado.

No entanto, essa classificação habitual, em dois tipos, pode mudar. Alguns pesquisadores, com o auxílio de novas e extensas pesquisas, com amostragens distintas de pessoas, propuseram uma nova classificação do diabetes, em 5 tipos, que falaremos adiante.

Os 5 tipos da nova classificação do diabetes

A nova classificação do diabetes em 5 novos tipos foi elaborada pelo Lundy University Diabetes Centre, situado na Suécia e pelo Institute for Molecular Medicine Finland, localizado na Finlândia.

nova classificação do diabetes gráficos
Créditos: Sociedade Brasileira do Diabetes

A ideia dessa nova divisão é justamente permitir uma personalização do tratamento e a identificação de pessoas mais propensas a desenvolver a doença.

Vamos enumerar e explicar abaixo os parâmetros dos 5 tipos da nova classificação do diabetes.

  1. Grupo 1

O grupo 1 é composto por pessoas mais jovens, assim como acontece no diabetes tipo 1. A doença começa a se manifestar desde muito cedo.  O que caracteriza os sintomas da doença são:

  • IMC consideravelmente baixo;
  • Metabolismo com um controle falho;
  • Carência de insulina;
  • Anti-GAD positivo.

O nome proposto para esse tipo de diabetes é de diabetes autoimune grave.

2. Grupo 2

No diabetes do grupo 2, os sintomas são bastante similares aos do grupo 1.  A grande diferença reside no anti-GAD negativo, índice elevado de A1C e maior frequência de surgimento de retinopatia. O nome sugerido para essa modalidade de diabetes é diabetes insulino-dependente grave.

3. Grupo 3

No diabetes do grupo 3, os sintomas são os seguintes:

  • IMC alto;
  • Resistência notável a insulina;
  • Incidência mais frequente de doença renal no diabetes;

O nome proposto para esse tipo de diabetes é de diabetes insulino-resistente grave.

4. Grupo 4

Os sintomas apresentados no diabetes do grupo 3 são:

  • Idade menor;
  • Obesidade;
  • Não há resistência a insulina.

O nome sugerido para essa categoria de diabetes é diabetes leve relacionado à obesidade.

5. Grupo 5

O 5º e último grupo de diabetes da nova classificação do diabetes evidencia os seguintes sintomas:

  • Idade mais avançada;
  • Modificações metabólicas discretas.

Esse tipo recebe o nome de diabetes leve relacionado à idade.

Tratando melhor o diabetes

A nova classificação do diabetes em 5 novos tipos, cada qual com suas características específicas e sua evolução peculiar pode auxiliar significativamente no planejamento terapêutico do paciente. O tratamento tradicional usa a mesma linha de raciocínio para todos os tipos e isso é um tremendo equívoco.

Um tratamento específico pode ser muito mais eficiente e dar qualidade de vida.

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